Sessão histórica cassa prefeito Luciano Mota

Alguns vereadores acharam relatório confuso, mas votaram pela cassação

Em sessão lotada (mesmo sendo extraordinária), os vereadores de Itaguaí defenestraram definitivamente o prefeito afastado Luciano Mota do poder. Apesar de a leitura do parecer do relator Carlos Kifer (PP) ter suscitado dúvidas (a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro se absteve da defesa em plenário do acusado), dos 15 parlamentares presentes apenas um, o vereador Marco Barreto (PT), votou contra a cassação. Não compareceram à sessão os vereadores Jorge Luiz da Silva Rocha (PV) e Silas Cabral (PV). Cera de 40 minutos depois de encerrada a sessão extraordinária, o presidente da Câmara Municipal de Itaguaí, Nisan Cesar (PSD), deu posse definitiva a Weslei Pereira.

Depois de três horas de sessão, com uma longa leitura de um relatório que parecia não ter fim, os presentes no plenário começaram a duvidar se o parecer do vereador Carlos Kifer apontaria para o pedido de cassação do agora ex-prefeito. Os vereadores que apoiavam o antigo prefeito começaram a levantar a probabilidade de nulidade do processo, no caso de a Casa Legislativa cassar o mandato de Luciano Mota. O relator disse que tinha dúvidas sobre se a Justiça estaria sendo feita, no que foi seguido por colegas como Marco Barreto e Eliezer Lage Bento (PSDC). No fim, venceu a vontade do povo.

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Vereadores celebram efusivamente o decreto que definiu o futuro do ex-prefeito. (Foto: Carlos Roberto)
Vereadores celebram efusivamente o decreto que definiu o futuro do ex-prefeito. (Foto: Carlos Roberto)